Qual o correto: dessa ou desta? Diferença e uso prático
Muita gente fica em dúvida na hora de escolher entre “dessa” e “desta” no português. Não é à toa: as duas aparecem com frequência e estão certíssimas.
A diferença, no fim das contas, tem a ver com proximidade — seja no tempo ou no espaço. “Desta” serve para o que está perto do falante, seja agora ou no futuro. “Dessa” já aponta para algo mais distante, talvez já mencionado ou até fora de vista.

Essa diferença, apesar de pequena, faz uma baita diferença para evitar confusão. Saber quando usar cada um ajuda tanto na fala quanto na escrita, especialmente em textos de escola, vestibular ou no trabalho.
Diferença entre “dessa” e “desta” na Língua Portuguesa
As palavras “dessa” e “desta” são pronomes demonstrativos. Elas mostram a relação de distância — seja espacial ou temporal — entre quem fala, quem ouve e o que está sendo falado.
A escolha depende do ponto de vista de quem está falando e de quem escuta. É quase uma questão de perspectiva, sabe?
Definição e formação dos pronomes demonstrativos
“Dessa” e “desta” nascem da junção da preposição “de” com os pronomes “essa” e “esta”. “Essa” geralmente remete ao interlocutor ou ao que já foi dito.
Já “esta” indica algo pertinho do falante, ou algo que ainda vai ser apresentado. É quase como apontar para o que está na sua mão.
Esses pronomes situam objetos, pessoas ou ideias dentro do discurso. Dá pra perceber como eles facilitam a vida na hora de identificar sobre o que estamos falando?
Regras gramaticais e concordância de gênero e número
Tanto “dessa” quanto “desta” mudam de acordo com o gênero e o número do substantivo ao qual se referem. Por exemplo: “dessa cadeira”, “desta cadeira”, “dessas cadeiras”, “destas cadeiras”.
A preposição “de” não muda, só o pronome que acompanha. Isso deixa as frases mais claras e corretas — ninguém quer tropeçar num erro bobo desses, né?
Localização espacial e temporal aplicada ao uso
A diferença central entre “dessa” e “desta” é mesmo essa questão de espaço e tempo. “Desta” é para o que está perto de quem fala, ou para o que será citado naquele instante.
Por exemplo: “desta casa” — aqui a casa está próxima do falante. Já “dessa” serve para o que está mais longe, talvez perto do ouvinte ou já mencionado antes.
Exemplo: “dessa viagem” — pode ser uma viagem do passado ou que já ficou pra trás na conversa.
Ambiguidades e consequências do uso incorreto
Trocar “dessa” por “desta” ou vice-versa pode bagunçar a mensagem. Quem lê ou escuta pode não entender se o assunto está perto ou longe, no tempo ou no espaço.
Além disso, em textos mais formais, escorregar nesses pronomes pode pegar mal. Melhor evitar, né?
Como usar corretamente: exemplos, dicas e erros comuns
Acertar no uso de “dessa” e “desta” depende mesmo do contexto: tempo e proximidade. Eles funcionam como marcadores, indicando se algo já foi dito ou se está ali, ao alcance da mão.
Sem contexto, fica fácil se confundir. Então, sempre vale dar uma olhada no que está sendo falado antes.
Exemplos práticos de frases com “dessa” e “desta”
“Dessa” aponta pra algo mais distante no discurso ou no tempo. Por exemplo: “Gostei daquela ideia, mas essa é melhor que dessa.”
Já “desta” indica proximidade imediata: “Olhe a folha nesta mão, pegue um papel desta pilha.”
Ambos os pronomes concordam com o gênero e o número do substantivo. E, convenhamos, deixam a frase mais enxuta.
Dicas para identificar o contexto correto
Quer saber qual usar? Preste atenção na distância — tanto no tempo quanto no espaço.
- Desta: para o que está aqui, agora, ou vai ser citado já já.
- Dessa: para o que está mais longe, no passado, ou foi mencionado antes.
Se o pronome aponta para algo que acabou de surgir na conversa, vá de “desta”. Se remete a algo já citado, “dessa” é a escolha.
No fim, tudo gira em torno do contexto. Acertando nisso, a comunicação flui melhor, sem tropeços.
Principais erros e como evitá-los
O erro mais comum é confundir “dessa” com “desta” por não observar a proximidade temporal ou espacial.
Por exemplo: “Gostei muito desta ideia de ontem.” O correto seria “dessa ideia”, já que a ideia é do passado.
Outro tropeço frequente? Usar esses pronomes sem referência clara, o que acaba criando ambiguidade.
Pra evitar isso, tente sempre ligar o pronome a um sujeito já citado ou óbvio no contexto.
Misturar com outras expressões, tipo “daquele” ou “daquela”, também pode atrapalhar a precisão.
Se pintar dúvida, experimente substituir mentalmente por “de essa” ou “de esta” e veja se o sentido ainda faz sentido. Não é uma técnica infalível, mas ajuda.
Vale a pena prestar atenção nas concordâncias e no contexto, senão a compreensão do leitor ou ouvinte pode ir por água abaixo.