Do Bitcoin ao Ethereum: explorando os tipos mais populares de criptomoedas
Criptomoedas mais relevantes do mercado e seus projetos de valor

Quando apresentaram uma nova maneira, segura e descentralizada, de efetuar transações e recolher valor, as criptomoedas foram desruptivos e revolucionaram, simples e efetivamente, o sistema financeiro. Como resultado, criptomoedas como o Ethereum hoje movimentam bilhões de dólares e geram muito valor aos seus usuários.
Tudo começou com o lançamento do Bitcoin, mas houve uma verdadeira evolução das criptomoedas nos últimos 15 anos. Para te ajudar a entender melhor essa evolução, hoje vamos falar sobre as principais criptomoedas do mercado.
Bitcoin: o início de tudo
“Quem chega primeiro fica com tudo”, já ouviu esse dizer bem popular? Então, ele é plenamente aplicável ao caso do Bitcoin, o qual iniciou suas atividades com uma proposta bastante arrojada e inovadora para o período em questão. Atualmente, ele é o maior entre as criptomoedas e também o que possui mais defensores.
Lançado por Satoshi Nakamoto em 2009, o Bitcoin tem duas propostas simples: servir como reserva de valor e meio de troca. Sua oferta é limitada em 21 milhões de unidades, conforme definido pelo protocolo, e ninguém pode emitir novos Bitcoins.
Além disso, você e qualquer pessoa podem transferir valores usando BTC 24 horas por dia sem precisar de intermediários. Você não necessita de um banco nem pedir autorização ao gerente para movimentar seu próprio dinheiro.
Em suma, a proposta de valor do Bitcoin é fornecer autonomia ao usuário e proteção segura contra roubos e até bloqueios e confiscos. Tal nível de liberdade fez o BTC ganhar espaço no mercado financeiro.
Ethereum: uma nova evolução
Só que o Bitcoin tinha um problema: ele era uma excelente reserva de valor e um meio para transferir dinheiro de forma rápida e barata — mas só. A rede era muito simples e não permitia que os usuários desenvolvessem outras aplicações.
Isso chamou a atenção de um programador russo-canadense chamado Vitalik Buterin, que notou essa limitação do Bitcoin em 2013. Dois anos depois, Buterin lançou sua própria blockchain, o Ethereum.
A nova rede expandiu os limites da blockchain para além de transações financeiras. De acordo com Buterin, o Ethereum surgiu com o objetivo de ser um “computador mundial descentralizado” que permitisse criar aplicativos na blockchain.
Essa promessa buscava automatizar processos da blockchain e eliminar ainda mais a intervenção humana (algo que o Bitcoin começou a fazer). Tornou-se famosa a expressão “code is law” (o código é lei) para se referir aos contratos inteligentes, códigos que executam os aplicativos em uma blockchain.
Como resultado, o Ethereum se tornou a segunda maior blockchain do mundo em valor de mercado, atrás somente do Bitcoin. Mas em termos de uso de contratos inteligentes, o Ethereum é líder disparado e concentra mais de US$ 66 bilhões em aplicações descentralizadas (dApps), segundo o site Defi Llama.
Solana
Entre os concorrentes do Ethereum, o que ganhou mais destaque nos últimos anos foi a Solana. Fundada em 2017 por Anatoly Yakovenko, levou três anos até a rede ser oficialmente lançada em 2020. Mas, nos últimos quatro anos, a Solana cresceu mais do que suas principais concorrentes.
Assim como o Ethereum, a Solana já conta com milhares de projetos desenvolvidos, entre eles Audius. São quase US$ 9 bilhões em projetos descentralizados na rede, que teve um grande sucesso em 2024 após a febre das memecoins.
Essa “febre” ocorreu depois que várias criptomoedas inspiradas em memes foram lançadas ao longo do ano. Mais de 60% delas vieram da rede Solana, segundo dados da Glassnode, e a procura por essas memecoins foi tamanha que contribuiu para impulsionar o crescimento de valor da rede.
The Open Network (TON)
Essa rede surgiu por iniciativa do popular aplicativo de mensagens Telegram, especificamente pelos irmãos Durov, criadores do app. Hoje em dia, a rede é desenvolvida com o apoio de toda a comunidade, o que aumenta seu poder de descentralização.
A rede TON foi projetada para oferecer uma blockchain de alto desempenho capaz de lidar com aplicativos e transações em massa. O Telegram encerrou seu envolvimento direto devido a desafios regulatórios, mas ainda oferece apoio por meio da execução de aplicativos da TON no Telegram.
Esse apoio concede à rede TON um público em potencial de 900 milhões de usuários via Telegram, sendo que a própria TON tem cerca de 50 milhões de usuários ativos. Além disso, a rede também se beneficiou da febre das memecoins e viu seu valor de mercado disparar em 2024.
Outros tokens
Outros nomes relevantes nesse mercado são a Binance Coin (BNB), token emitido pela exchange Binance e que oferece descontos e benefícios aos seus detentores. A BNB faz parte de uma classe de ativos chamados tokens de exchanges, que oferecem benefícios aos clientes dessas empresas.
E, por fim, há os tokens USDC e USDT, que são lastreados no dólar e possuem um valor estável (cada um deles vale US$ 1,00). As stablecoins servem como uma reserva que os investidores usam para se proteger contra a volatilidade de preços das principais criptomoedas.